
Chegamos à terceira e última parte dos posts sobre Roma. (Leia aqui a primeira e a segunda parte) A cidade Eterna, como digo e repito, é realmente sedutora, tanto que decidi dispensar transporte e aproveitar cada pedacinho de suas ruas e avenidas. O bom de caminhar por Roma é ir apreciando a arquitetura das casas, edifícios e dos monumentos.
Depois de passar pelo Coliseu, Fórum Romano e Palatino, apanhei uma chuva forte e não havia levado guarda-chuvas. Quando se está viajando e desfrutando de uma bela cidade, tomar chuva é apenas um detalhe. Caminho mais uns 500 metros e ainda me deparo com partes do Palatino que parece emergir do solo a brigar com a Roma moderna. Ao longe, a Basílica Emília, assentada sobre um verdadeiro sítio arqueológico que expõe a céu aberto colunas e portais ao glorioso estilo do império Romano.
Sigo pela Via dei Fori Imperial, uma das principais artérias da parte central de Roma e lá está o Fórum com ruínas delicadamente espalhadas sobre uma gramado verdejante. É possível observar este lugar em cima de uma ponte. O ponto de vista estratégico nos dá a sensação de estarmos dentro da história romana.

Mais adiante e chego ao Monumento a Vítor Emanuel II, chamado pelos gringos como Altar of The Fatherland. Fontes, bustos, estátuas, muito mármore e uma grandiosa escadaria compõem este que é um dos monumentos mais visitados na cidade.
O monumento foi erguido em homenagem a Vítor Emanuel II, o primeiro rei da Itália unificada e por isso leva a alcunha de Pai da Pátria, ou Fatherland. Bem em frente fica a bela Piazza Venezia, lugar incontáveis vezes retratado em produções cinematográficas. Muito verde e cores das flores enchem as vistas. Um lugar simplesmente maravilhoso e que não deve ficar fora do roteiro. Ainda na Piazza Venezia fica o museu Vittoriano, com entrada gratuita. Outro lugar para anotar na agenda e não esquecer de visitar.

Minha caminhada por Roma continua. Deixo a ampla Via del Corso para me embrenhar por ruas apertadas, onde mal passam carros. Restaurantes e cafeterias charmosas vão surgindo pelo caminho. Isso sem contar as muitas gelaterias. Em Roma não tem essa de tomar gelato só no verão. Neste dia de frio e chuva, muita gente estava a saborear os mais diversos sabores. Pensam que fiz outra coisa? Claro que não! Pedi um de nata e chocolate.
Começo a ouvir um burburinho e a ver muita gente, mas muita gente mesmo. Nada mais do que uma indicação que o monumento mais majestoso de Roma estava perto. É impossível não ficar boquiaberto diante da Fontana di Trevi. Tamanhos detalhes no entalhe da fonte e de suas estátuas, além de suas águas translúcidas e em tom verdejante, é um lugar simplesmente deslumbrante.

Quase impossível é conseguir fazer uma foto sem alguém para bloquear a vista. Claro, a Fontana di Trevi é de longe a maior atração de Roma. Tenha paciência que as vezes dá! O melhor de tudo é que a fonte está lá para quem quiser ver e não é preciso gastar um centavo para vê-la. Mas é impossível ceder a tentação de jogar uma moeda e fazer um pedido.
Uma dica durante a visita na Fontana é não dar papo para vendedores ambulantes e ter atenção aos pertences. O lugar é muito bem policiado mas, principalmente os ambulantes incomodam um pouco, principalmente quem está sozinho.
Depois de passar mais de uma hora tentando absorver o impacto deste lugar, descobri ali pertinho, na Via del Corso, a belíssima Galleria Alberto Sordi. Além de sua imponente arquitetura, a galeria é um mix de lojas de grifes e cafés. Aproveitei para visitar uma livraria que também vende discos de vinil e muitos livros de arte. Depois, sentei-me e tomei um típico café italiano com uma pizza, feita de uma maneira que mais parecia um sanduíche. Uma boa pedida para o fim de tarde.
Pantheon
Ainda tinha fôlego e decidi ir ao Pantheon. Muita gente, é claro, mas vale muitíssimo. O templo erguido para adoração aos deuses romanos é de oponência inacreditável. Ali também estão sepultadas personalidades italianas. A entrada é gratuita. A edificação é a única da era Greco-Romana que está em perfeito estado de conservação. Além de visitar o Pantheon, aproveite para apreciar a praça onde fica, um lugar muito agradável.
Piazza Navona
Perto do Pantheon fica a belíssima Piazza Navona. Entre as fontes que habitam o lugar, a principal e que mais fascina é a Fontana dei Quattro Fiumi. Ela é a representação dos rios Nilo, Danúbio, Ganges e Rio da Prata. Suas esculturas se destacam e parecem fluir com a água. Assim como muitos pontos turísticos de Roma, está sempre cheia de gente, mas o gostoso de estar na Piazza Navona é que sempre tem alguém se apresentando. No que dia que visitei, uma trupe de palhaços divertia o público. A praça também é para relaxar e tomar um bom café ou saborear um gelato.
Peguei a Via del Corso novamente de volta para a Piazza Venezia e antes de chegar ao monumento, segui em direção ao bairro de Trastevere. No meio do caminho, quando achei que não veria nada mais assim digamos, impressionante, não é que me engano?Na região do Campo de Marte vejo mais turistas com suas indefectíveis câmeras e celulares e claro, já deixei o meu a postos. Bem ali fica o Largo Argentino, local que, durante a República Romana, foi uma espécie de convívio e que abrigava também o Teatro de Pompeu, cujas ruínas ainda podem ser vistas.

Do Largo Argentino até a Estação de Trastevere a cidade desfila outras belezas como o Palazzo di Giustizia, a corte mais alta da Itália. Junto ao Rio Tibre, na Piazza Cavour, exibe sua trabalhada fachada ornada por portais e esculturas. Sentei-me ali perto e saboreei mais um café e aproveitei para visitar uma feirinha de arte onde se vendem de livros a cartazes de óperas italianas. No fundo uma artista cantava ópera acompanhada de uma arpa. Melhor fim de tarde impossível. Cruzei o rio e fui me deparando com a Roma cotidiana. Comércio local, cafés, casarios, apartamentos e até mesmo uma espécie de mercado das pulgas, com artigos antigos, além de uma feira com roupas novas de preços acessíveis.

O final deste caminho foi em Trastevere, onde estava hospedado. Aliás, para quem planeja visitar Roma e não gastar tanto com hospedagem na região mais central da cidade, uma dica é ficar em Trastevere. O bairro tem ótima ligação de transportes públicos diretamente ao centro, ou para a Estação Termini e para os aeroportos de Roma, seja de tram, trem e ônibus. Trastevere tem ótimo comércio, cafés e restaurantes. Para apreciar uma típica pizza italiana recomendo a Pizzeria Dar Poeta, que entre um cardápio variado, tem, para mim a melhor pizza de burrata que já comi na vida. O endereço é Vicolo del Bologna 45, 00153.
Outra dica é de hospedagem. Massimo Suraci é um italiano que fala muito bem português e é um ótimo anfitrião do Airbnb. Uma pessoa ou casal podem alugar um quarto no apartamento onde ele vive: https://www.airbnb.it/rooms/1773055?guests=1&adults=1. Famílias podem alugar um apartamento inteiro no outro que ele mantém: https://www.airbnb.it/rooms/15337283?guests=1&adults=1
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